sexta-feira, 30 de outubro de 2009


No mato eu mato o peso do dia
O método do mato é o ato

No mato eu mato essa agonia
So existe no mato o fato

No mato eu mato a selvageria
Tudo que vive no mato é grato

No mato eu mato a monocromia
Das vida-cores o mato é farto

No mato eu mato a dicotomia
Toda ligação no mato é um hiato

No mato, eu morto, mato tudo
em minha companhia
O que há em mim, no mato, é mato

No mato, eu morto, acordo noutro dia
O que há em mim, no mundo, no mato, é apenas mato

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ciência

Drüid-rüd-rüd-rüd
Drüwed, drüwed, drüwed
Gúu-gu-gu-gu
Zigg, djiwít-dwít, ss-ss-szr
Grä-grä-grä
Djok-tjo-tóit, drü-wip
Kwat, wüídje-wüídje-wüídje
Tchri-dj, dj tchri-dj, dj
t, t, t, t-kliä, kliä, kliä-tak, tak, tak-glü, glü, glü-trrr
Essa necessidade de comunicação...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aleluias

Uma revoada de pensamentos assaltou minha cabeça
Do mesmo modo que um enxame de aleluias brincam na luz da tarde
vivas, efêmeras e contagiantes
No outro dia, a visão chocante:
Asas quebradas por todo o quintal.

domingo, 25 de outubro de 2009

Da vinda

Se você não vier, nada muda.
Continuarei acordando
com os cães,
com os passarinhos,
com todos os pensamentos.

Mas se você não vier, tudo muda.
Será uma possibilidade extinta.
E não sabes a beleza da possibilidade.